Quem têm medo de Classe III?

3 pontos capitais para você nunca mais errar nenhum planejamento
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Quem têm medo de Classe III?

3 pontos capitais para você nunca mais errar nenhum planejamento

 

Classe III é um desafio para você? Não desanime. A má-oclusão de Classe III é, de fato, desconcertante para a maioria dos ortodontistas.

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Os motivos são vários, mas o conhecimento profundo de alguns aspectos desta alteração poderá tornar a sua vida (e a do paciente) consideravelmente mais fácil.

O primeiro item a ser considerado é a grande influência que o padrão de crescimento apresenta sobre a mesioclusão. Isto quer dizer é que quanto maior for a tendência ao crescimento hiperdivergente, menores as possibilidades de compensação dento-alveolar.

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Pacientes dolicofaciais apresentam, muitas vezes, sínfises mandibulares estreitas e com os dentes ântero-inferiores compensados e confinados em uma curta faixa de osso; e é este detalhe anatômico justamente o fator que limita tratamentos que envolvem exodontias (e subsequentes retrações) inferiores.

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Morfologia da sínfise em braquifaciais (D), mesofaciais (E) e dolicofaciais (F)

Imagem: Dental Press J. Orthod. vol.15 no.5 Maringá Sept./Oct. 2010
Daniela Gamba Garib; Marília Sayako Yatabe; Terumi Okada Ozawa; Omar Gabriel da Silva Filho

 

Além disto, vale lembrar que a mecânica ortodôntica é essencialmente extrusiva e desta maneira, desfavorável para pacientes dolicofaciais.

O segundo ponto diz respeito aos prognatas verdadeiros. Estes pacientes não somente apresentam os dentes inferiores deslocados para anterior, como exibem também um potencial de crescimento mandibular altíssimo. Tudo isso proporcionado por uma forte influência genética.

Para ser ter uma idéia; em uma situação de normalidade, espera-se um crescimento do mento em uma velocidade de 2,6 mm / ano. Por outro lado, aqueles que apresentam um crescimento mentual exuberante possuem um deslocamento mandibular para anterior de até 3,5 mm / ano. Neste contexto, é fácil concluir que má-oclusões de Classe III podem ser instáveis, de difícil controle e altamente recidivantes.

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Por fim, não se esqueça que abordar má-oclusões de Classe III é sempre uma "luta contra a correnteza". Enquanto o desenvolvimento natural da mandíbula vai a favor da correção espontânea da Classe II, o mesmo agrava a Classe III; ou seja, quanto mais tarde for a abordagem, pior será a severidade da má-oclusão encontrada.

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MSc. Giovanni de Carvalho